A insatisfação pela atitude da União Europeia em relação ao Cristianismo poderá estar por trás do declínio no apoio ao projecto Europeu entre Cristãos, avisou o Primaz da Igreja Católica Romana na Irlanda.
Falando no Curso de Verão Humbert em Co Mayo no Domingo, o Cardeal Sean Brady, citado pelo Irish Times, disse que a rejeição da Irlanda ao tratado de reforma da UE em Junho sugeriu que “pelo menos alguns daqueles que anteriormente estavam entusiasmados acerca dos objectivos fundamentais da UE, tanto sociais como económicos, estão agora a expressar constrangimento”.
Ele prosseguiu, dizendo que havia “uma cultura razoavelmente difundida nos assuntos Europeus que relega a manifestação das convicções religiosas de cada um para a esfera privada e subjectiva”.
Ele chamou a atenção para o que o falecido Papa João Paulo II designava ser uma “perda de memória Cristã” dentro das instituições e dos corpos governantes Europeus.
A “cultura e agenda social prevalecente” dentro da UE parece ser mais dominada pelo secularismo do que “pela memória e herança Cristã da vasta maioria dos estados membros”, disse o Cardeal Brady.
Ele prosseguiu dizendo à assistência que “Sucessivas decisões... têm minado a família baseada no casamento, o direito à vida desde o momento da concepção até à morte natural, a santidade do Domingo, o direito das instituições Cristãs manterem e promoverem o seu etos, incluindo as escolas.
“Estas e outras decisões têm tornado mais difícil para os Cristãos dedicados manterem o seu empenho instintivo para com o projecto Europeu.”
“Ignorar esta tendência dentro da UE e o seu impacto nas pessoas de fé tem consequências políticas e sociais inevitáveis, que não são menores nos níveis de apoio para o próprio projecto.”




